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  • Miranda Guimarães

Mentalidade de um contrato Ganha-Ganha

Em um contrato, uma parte tem o interesse, por exemplo, na realização de um empreendimento e a outra parte tem o interesse em executá-lo.

No nosso modo de pensar, na nossa mentalidade, ao se encarar uma negociação, a elaboração de um contrato deve antecipar situações que possam obstaculizar as negociações e a execução, calcular probabilidades de situações difíceis, as plausíveis adversidades que por ventura venham a surgir no curso da execução do pacto e de suas tarefas, precisa antever situações difíceis e trazer possíveis soluções a conflitos ou controvérsias decorrentes dessas situações ou ainda, deixar claro os instrumentos e ferramentas para atingir as melhores soluções, com métodos adequados e eficazes, aptos e efetivos para evitar litígios judicias.


Ao prever e imaginar situações de tal impacto, o contrato deverá conter aqueles instrumentos de solução interna de conflitos, com uma metodologia predeterminada. Tal cuidado, por si só, dá ao contrato a capacidade de adequação e resposta correta a uma questão que poderia desencadear a ruptura do pacto e a interrupção do empreendimento, ruim para as duas partes. É um recurso interno, dentro do próprio instrumento do pacto, uma saída amigável com resultado positivo ganha-ganha.


Assim como a conclusão e o desfecho, as consequências e as sequências para o desenlace ocorrem porquanto essas situações devem ser antecipadas com adaptações, conversas e, principalmente, compreensão de todo o processo que será contemplado na estrutura e no texto do contrato e que, muitas vezes, um advogado não domina e, por isso, ele, como o redator do instrumento fruto de uma cooperação, precisa trabalhar em conjunto e com todos os stakeholders, todos.



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